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Como fazer uma boa aplicação de defensivos para pragas em milho safrinha

Aplicação de defensivos para pragas em milho safrinha: Veja alguns cuidados essenciais para aplicação e quais as dicas que irão te ajudar nessa operação.

O milho safrinha plantado após o cultivo da soja é alvo de muitos tipos de pragas durante toda a safra.

Como resultado, a maioria dessas pragas podem causar prejuízos muito grandes se não controladas no início da infestação.

Dentre as várias formas de controle está a utilização de inseticidas via aplicação foliar. Essa atividade é muito comum, em todas as regiões produtivas de nosso país.

Já falamos, em outra matéria, sobre Ações para evitar a infestação de pragas no cultivo de milho, e hoje iremos explicar melhor sobre algumas formas de realizar uma melhor aplicação foliar de inseticidas.

Confira a seguir!

Pragas do milho safrinha

Antes de mais nada, saber quais pragas poderão estar presentes em seu cultivo de milho é essencial.

Para regiões que fazem o plantio de milho safrinha, geralmente as pragas que têm maior incidência são corós, percevejos, cigarrinha, pulgões e lagartas.

Assim, trouxemos uma tabela que mostra o tipo de praga e a época de ataque no milho:

Fonte: Pioneer

Mas como decidir quando há necessidade, ou quando é a época correta para aplicar defensivos?

Ao contrário de alguns anos atrás, quando havia calendário para aplicação de defensivos, agora temos o Manejo Integrado de Pragas (MIP), que ajuda o produtor na tomada de decisão.

Em outras palavras, dentro do MIP existem vários métodos para reduzir a infestação e população de pragas, sendo um deles o controle químico.

O MIP estabelece um ‘nível de controle’ para cada praga presente na lavoura, facilitando assim a decisão entre aplicar ou não aplicar.

Abaixo trouxemos uma tabela com o tipo de praga e o nível de controle em que há necessidade de iniciar uma aplicação:

Fonte: Sementes Biomatrix

Ao passo que exista essa tabela, na lavoura o nível de controle de cada praga será constatado através do monitoramento.

Nesse sentido, vale ressaltar nosso e-book sobre Manejo integrado de pragas, onde explicamos como realizar o correto monitoramento, e citamos ações que podem contribuir com o aparecimento de pragas na lavoura.

Por fim, após realizar o monitoramento, se tiver a certeza de que é necessário o controle químico de pragas é preciso ter em mente alguns pontos importantes para realizar esse controle de forma eficiente:

Clima

O clima, acima de tudo é uma das principais preocupações na hora da pulverização.

As condições climáticas em síntese são responsáveis pelo sucesso (ou fracasso) do defensivo.

Então, aqui vão algumas dicas:

– A temperatura ideal na hora da aplicação fica entre 20 e 30°C.

– O vento influencia muito na deriva. A velocidade de vento ideal não pode ultrapassar 10km/h assim não haverá deriva e tantos outros problemas que ela causa.

– Por fim, a umidade do ar mínima deve ser de 60% e a máxima de 95%.

Inseticidas

Do mesmo modo que as condições climáticas, a ação e cuidados com os produtos aplicados na lavoura é de extrema importância.

Utilizar defensivos que são seletivos de inimigos naturais é muito viável:

Eles irão combater a praga existente na lavoura, por outro lado, não afetarão os insetos inimigos naturais dessas ou de outras pragas presentes no campo.

Diversificar ou rotacionar o modo de ação dos inseticidas também é muito importante:

Essa técnica acima de tudo consiste em não utilizar o mesmo produto na mesma área por muito tempo para que não haja resistência por parte das pragas.

Aplicação

A aplicação do produto propriamente dita é o ponto chave para o sucesso.

Primeiramente utilizar um método de pulverização eficaz contribui para reduzir a população da praga e evitar problemas futuros.

Principalmente na aplicação via terrestre é importante verificar sempre se o equipamento está bem regulado e com os bicos de pulverização corretos.

Além disso, um bom treinamento do operador também ajuda muito nessa operação, lembrando sempre de seguir todas as regras para se ter uma boa segurança no trabalho.

Conclusão

Por fim, anotar os resultados das aplicações para safras futuras é uma boa ideia, assim lá na frente você saberá como X produto se saiu aplicado em X área com X condições climáticas para X tipo de praga.

Em suma, sua gestão contribui contigo no presente e no futuro.

Vimos nessa matéria algumas pragas que comumente atacam o milho safrinha assim como algumas dicas de como realizar uma aplicação de forma assertiva.

Restou alguma dúvida? Nos deixe um comentário!

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