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Doenças na cultura do milho

O que é necessário saber sobre elas, e como controla-las?

O milho é um dos cereais mais importantes para a agricultura brasileira e mundial. Sua produtividade é altamente pesquisada e melhorada geneticamente, para que haja cada vez mais lucratividade em seu cultivo. 

Um dos principais desafios da cultura são as doenças que a assolam, principalmente durante a “safrinha” do milho, que acontece nas regiões que mais plantam o cereal no país. 

Vamos ver nesse post algumas das principais doenças que podem te fazer perder lucratividade, e que você deve ficar atento:

CERCOSPORIOSE

Cercosporiose é uma doença muito presente em todo o país, sendo considerada uma das mais agressivas. Ela causa manchas de cor cinza, podendo ser irregulares, paralelamente às nervuras. Pode reduzir mais de 80% na produção de milho, sendo capaz de causar acamamento na lavoura quando o ataque for severo de mais. 

Como é causada pelo fungo Cercospora zea-maydis, pode permanecer nos restos culturais da cultura, ou ser disseminada pelo vento e chuva. Um dos fatores que favorece a ocorrência da doença é umidade maior que 90% e temperaturas altas. 

Como controlar? 

Evitar a incidência de restos culturais na lavoura em locais que a doença esteve presente. Utilizar cultivares resistentes. Realizar rotação de culturas, com sorgo, girassol, ou outras, pois o milho é a única cultura que é afetada e hospeda esse fungo. 

ANTRACNOSE

Antracnose é uma doença que apresenta lesões nas folhas do milho, de vários formatos, sendo assim mais difícil sua identificação. Ela é presente em várias regiões produtivas do país. Quando não identificada, ela causa danos, podendo reduzir a produção em até 40%. O plantio direto e a falta de rotação de culturas facilitam a ocorrência da doença, pois, a mesma permanece presente em restos culturais, e é favorecida em temperaturas elevadas e com alta umidade.

Fonte: EMBRAPA

Como controlar?

Evitar a incidência de restos culturais na lavoura. Utilizar cultivares resistentes. Realizar rotação de culturas, e evitar plantios sucessivos.  

ENFEZAMENTO

Os enfezamentos são doenças sistêmicas que infeccionam os tecidos do floema do milho. Elas afetam a produtividade do milho e acontecem na maioria das regiões produtivas do país. São causadas por patógenos da classe dos  Mollicutes, presentes na cigarrinha (Dalbulus maidis).

Existe o enfezamento vermelho, e o branco, onde, no enfezamento vermelho as plantas apresentam avermelhamento das folhas, espigas pequenas com pouco enchimento de grãos, encurtamento de entrenós e perfilhamento da base da planta. No enfezamento branco as plantas apresentam estrias brancas irregulares, na base das folhas se estendendo até o ápice. As plantas permanecem raquíticas, com entrenós curtos com espigas com poucos grãos, pequenos, manchados ou sem grãos.

Como controlar?

O principal método é utilizar cultivares resistentes. Evitar a semeadura do milho tardiamente. Realizar rotação de culturas, eliminando todas as plantas de milho da lavoura, pois assim, não haverá plantas hospedeiras para a cigarrinha.

FERRUGEM POLISSORA

Esse tipo de ferrugem é considerado o mais agressivo que ataca o milho safrinha, pois temperaturas elevadas são favoráveis à sua infestação, além de depender menos da umidade do ambiente do que a ferrugem comum. Apresenta manchas pequenas, de cor amarela/dourada, e pode ocorrer nas folhas, espigas e em casos mais severos, no pendão. Quando não usados cultivares resistentes é normal que aconteça a morte das plantas pela desnutrição foliar. 

Como controlar?

O principal método de controle é o plantio de cultivares resistentes. Deve-se evitar plantar em épocas mais propícias ao ataque (dezembro e janeiro), e realizar controle de plantas daninhas e guaxas que podem ser hospedeiras. 

HELMINTOSPORIOSE

Essa doença gera maiores perdas quando ataca antes do florescimento, podendo chegar a 50%. Ela causa lesões, podendo ter a cor verde-cinza a marrom, com o interior em esporulação. A doença ocorre principalmente em plantas dos plantios mais antecipados, atacando as folhas mais velhas primeiro. Suas estruturas de reprodução (conídios) são carregadas pelo vento à grandes distâncias, infectando assim várias plantas. 

Como controlar?

Rotação de culturas é uma das táticas mais eficientes para evitar essa doença. Utilizar variedades resistentes, plantar em época e ambiente ideal, e realizar uma adubação equilibrada também colabora para que a doença não ocorra.

CONCLUSÃO

Nesse post vimos as principais doenças que podem atacar o milho safrinha e seus métodos de controle. 

Existem várias outras doenças que se deve tomar cuidado, pois são potencialmente perigosas, e muitas não são facilmente reconhecidas

É importante ter a gestão sobre quais doenças estão presentes em sua lavoura, para realizar seu controle antes que possam causar danos à cultura. 

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