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Ações para evitar infestação de pragas no cultivo de milho

Em todo início de cultivo é importante ficar atento aos fatores que podem, de alguma forma, causar diminuição na produtividade da lavoura. O milho é uma cultura muito sensível ao ataque de pragas, principalmente nas fases iniciais, que é quando ele está se estabelecendo no campo.

Algumas estratégias devem ser tomadas para evitar a incidência de pragas. Abordaremos alguns cuidados e procedimentos que devem ser levados em consideração para evitar infestação de pragas durante o cultivo do milho.

Confira aqui algumas das principais estratégias:

1. Histórico da área e da região

Um dos principais pontos a ser levado em consideração é o histórico da área cultivada. Ter um controle de informações anual é ótimo para quem quer evitar que sua produtividade seja afetada pelo ataque de pragas. Outra atitude que pode ser tomada para garantir uma tomada de decisão assertiva é ter o conhecimento de quais pragas são comuns na região, e observar as áreas vizinhas é um ponto crucial para evitar surpresas.

2. Dessecação antecipada e monitoramento

A dessecação antes do plantio é uma forma de controle de pragas. No milho de verão a prática é muito comum, principalmente 20 a 30 dias antes da semeadura, porém, no milho safrinha a atividade muitas vezes não é realizada, pois não são todos os produtores que acham viável fazer a dessecação da soja.

Essa dessecação pré-plantio traz vários benefícios, o principal é a eliminação de plantas daninhas na lavoura. Essa prática evita que aconteça a matocompetição com a cultura que será implantada, e evita que essas plantas daninhas se tornem hospedeiras de pragas e doenças.

(Quer saber mais sobre os benefícios da Dessecação em Soja? Confira esse material em nosso blog!)

3. Plantas Bt / sementes de qualidade

Plantas Bt tem inserido em seu DNA um gene da bacteria Bacillus thuringiensis, que naturalmente se encontra no solo e produz a proteína Cry. Essa proteína é tóxica para os insetos-praga de interesse agrícola, por isso essa tecnologia vem sendo usada com sucesso (quando o manejo é feito da forma correta).

Plantando milho convencional ou transgênico, o produtor deve sempre estar atento à qualidade das sementes. Assegure-se que o fornecedor é confiável, confira a qualidade e realize o teste de germinação para que não surjam surpresas desagradáveis na emergência das plântulas na lavoura.

4. Tratamento de sementes

Além do uso de plantas Bt, o tratamento de sementes (TS) é essencial para garantir que a planta fique segura até se estabelecer no solo. No tratamento de sementes são usados produtos químicos e biológicos com a intenção de controlar as pragas e doenças que podem estar presentes no campo.

Além disso, o TS pode evitar que pragas ocorram em lavouras isentas das mesmas, e pode ainda favorecer a uniformidade de germinação, evitando que seja necessário fazer um replantio.

5. Monitoramento da lavoura

É necessário ser feito o monitoramento pré e pós plantio. É importante andar na lavoura e observar se há pontos de infestação de insetos. Mesmo que estejam na palhada eles são perigosos, muitos são extremamente resistentes às condições ambientais, e podem sobreviver por meses na superfície ou o subsolo, aguardando a oportunidade de atacar.

Após a semeadura, quando a cultura já está implementada, é importante que o monitoramento seja feito constantemente, utilizando técnicas do Manejo Integrado de Pragas (MIP) para tomada de decisão. Leve para seu cotidiano essas dicas e obtenha uma lavoura mais saudável e lucrativa. O manejo de sua propriedade é o grande responsável pelo resultado no final da sua safra.

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