Aperte "Enter" para pular para o conteúdo

A importância da dessecação na cultura da soja

A soja é a oleaginosa mais importante cultivada no mundo. Ela tem várias utilizações, desde produção de biodiesel, até fonte de matéria-prima para a indústria e alimentação animal.

O Brasil ocupa o segundo lugar de maior produção mundial com 114,843 milhões de toneladas, e o estado de Mato Grosso é o maior produtor brasileiro desse grão, responsável por 32,455 milhões de toneladas (safra 2018/19). A estimativa para a safra de 2019/2020 é recorde de produção, podendo alcançar o primeiro lugar do ranking.

Muitos estados brasileiros, principalmente no centro oeste e sul do país, é normal ser feito o plantio de milho safrinha após da colheita de soja, que normalmente acontece entre os meses de janeiro a março. Esta prática é muito vantajosa para a lucratividade das propriedades que seguem esse sistema.

Para isso, muitos produtores antecipam a colheita da soja fazendo a dessecação. Dessecação na cultura da soja é um sistema onde é aplicado herbicida, normalmente de contato, sobre a cultura, assim, as folhas irão secar e cair e a planta irá morrer, atingindo sua maturação. A antecipação faz o produtor ganhar de 3 dias a até uma semana para adiantar o plantio do milho.

A dessecação é um método que traz vários benefícios, como:

  • Maior aproveitamento da umidade do solo e chuvas para plantio do milho,
  • Dessecação de plantas invasoras jovens e adultas;
  • Menor nível de impurezas no momento da colheita;
  • Menor exposição a patógenos no campo;
  • Maturação homogênea das plantas e sementes;
  • O milho irá sofrer menos com matocompetição;
  • Venda antecipada, obtendo melhor preço;
  • Melhor resultado na safrinha.

Você sabe como fazer a dessecação de soja para que a colheita aconteça mais eficiente e sem perdas?

Apesar de todos os pontos positivos, a perda de produtividade por dessecação de forma errada pode chegar a 12 sacas/ha. A dessecação fora da época certa pode influenciar na produtividade, pois, podem acontecer perdas com abertura de vagens, ou, se o houver muita umidade, será encontrado maior ocorrência de grãos “ardidos” e até germinação da soja no pé.



Antes da dessecação é necessária uma avaliação da lavoura e do ambiente da região, e alguns pontos devem ser seguidos:



  • Folhas e vagens devem estar mudando cor de verde intenso para verde claro ou amarelo;
  • Quando abrir a vagem os grãos devem estar separados uns dos outros;
  • Grãos brilhosos;
  • Grãos de soja devem estar com no máximo 58% de umidade;
  • Pelo menos uma vagem da planta deve estar com aspecto de madura (amarelada ou amarronzada);

O melhor período para fazer a dessecação é quando a semente atinge a maturidade fisiológica, ou seja, quando ela não depende mais fisiologicamente da planta, passando a sofrer mais influencia do ambiente. O melhor período de maturação da soja para fazer a aplicação do produto secante deve ser no estágio R7.3, que é quando 76% das folhas da planta já estão amarelas e normalmente os grãos tem no máximo 58% de umidade.

Riscos

Se a dessecação for feita em estágios anteriores a 7.3 pode ocorrer diminuição na produtividade, pois, a planta ainda estará deslocando fotoassimilados para o grão. Interrompendo esse ciclo o grão irá parar de se desenvolver.

A ocorrência de chuva após ser feita a dessecação na cultura da soja é um fator de risco para o produtor, pois caso os índices pluviométricos forem altos, há chances de atraso na colheita, deixando os grãos expostos no campo, podendo ocorrer germinação do mesmo dentro da vagem e grãos ardidos. Por isso, quando o produtor faz a dessecação, a colheita precisa ser feita de forma efetiva, e ele deve sempre estar atento às previsões climáticas.

Quanto mais tempo o grão fica no campo depois que atingir sua maturidade fisiológica, mais isso vai diminuir a qualidade dos mesmos. É necessário que o produtor consulte sempre um profissional responsável, para que possam juntos decidir, de forma correta, o momento ideal para dessecar a soja evitando perdas na lavoura.

Clique e veja também: A nova versão do Manifesto de Frete Eletrônico

Fontes: CONAB, Fundação MT e Pioneer sementes

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *