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Manejo integrado de pragas na lavoura: por que vale a pena?

Ninguém quer que uma infestação tome conta de sua produção agrícola. Mas existem maneiras e maneiras de evitar que isso aconteça. Uma das mais relevantes atualmente é conhecida como manejo integrado de pragas, que se baseia no entendimento de que o uso ostensivo de defensivo agrícola não é suficiente para uma gestão inteligente de agentes invasores como insetos e microorganismos.

Produtores rurais devem compreender o manejo integrado de pragas e doenças como parte essencial de sua lavoura. Há algumas razões para esse controle ser tão relevante na cadeia produtiva. Vamos contar quais são as principais delas a seguir.

O que é o manejo integrado de pragas e doenças?

Antes de entrarmos propriamente em seus benefícios, é importante conceituarmos o manejo integrado de pragas e doenças. Trata-se de uma estratégia em várias frentes para o controle ecológico de diferentes infestações que ameaçam terras produtivas. É considerado um dos pilares da produção agrícola.

O manejo integrado reduz as chances de insetos se adaptarem e ganharem espaço em plantações. Tudo isso feito com o uso de substâncias e produtos que não ameacem a saúde humana. Busca-se, por meio do manejo integrado, evitar que esses agentes invasores se adaptem a determinadas práticas defensivas e se tornem resistentes a elas.

Em muitos casos, o manejo integrado de pragas e doenças não visa eliminar totalmente os agentes prejudiciais ao cultivo, mas manter a sua população controlada. Esse método busca restabelecer o equilíbrio natural que é comprometido pela plantação e pelo uso de defensivos agrícolas. Para tanto, é importante um conhecimento biológico sobre os atores envolvidos naquele sistema: os insetos agressores, seus predadores naturais e o ambiente em que eles estão inseridos.

Agora, entenda quais são as três razões mais relevantes para se dedicar ao manejo integrado de pragas na lavoura.

1- Maior controle sobre a ação de defensivos agrícolas

O uso indiscriminado ou excessivo de defensivos agrícolas pode até eliminar agentes invasores, mas coloca em risco a produção. O manejo integrado de pragas preserva a qualidade da safra e minimiza os potenciais efeitos negativos dos defensivos agrícolas à saúde pública e ao meio ambiente.

Trata-se de uma condução bastante responsável do processo produtivo. As chances de prejuízo aos consumidores se reduzem e há maior preocupação em preservar a natureza. Isso é positivo não apenas pelo aspecto sustentável e de qualidade dos produtos, mas também ajuda na manutenção do solo para safras futuras.

2- Economia de recursos

O manejo integrado de pragas na lavoura pode ser visto como um investimento com excelente potencial para produtores rurais. A lógica é simples: a economia proporcionada pela eliminação das pragas de forma sustentável tende a exceder o valor aplicado para isso. Gasta-se menos com defensivos agrícolas, o que pode aliviar significativamente os custos de produção.

É natural que se busque maneiras de baratear o cultivo, mas devemos ser racionais nessas escolhas. De que adianta poupar dinheiro no manejo de pragas se isso significar a perda de uma parte significativa de sua próxima safra ou maiores danos ao meio ambiente e à saúde dos consumidores?

E a economia pode realmente ser bastante significativa. Quer ver um exemplo? Um produtor rural no Paraná poupou mais de R$ 70 mil graças ao manejo integrado de pragas, que o ajudou a reduzir em 8% o custo total de produção.

3- Entendimento sobre as táticas mais modernas

A concorrência está cada vez mais acirrada nos mais diversos segmentos. Essa realidade não é diferente na produção agrícola. Uma das formas de se manter à frente e competitivo é incorporar os métodos mais atuais de controle de pragas.

Adotar o manejo integrado de pragas e doenças obriga o produtor a se atualizar e a absorver táticas modernas ao seu plantio. Há vários exemplos dessa atualização no combate aos agentes invasores:

  • Sementes mais resistentes: algumas plantas desenvolveram mecanismos de defesa contra as infestações, por isso já garantem uma proteção prévia.
  • Uso de barreiras e armadilhas: certas barreiras físicas ao longo da área de plantio pode limitar a ação dos insetos. Além disso, algumas culturas funcionam como armadilhas.
  • Controle biológico: a colocação de inimigos naturais das potenciais pragas tem um efeito muito significativo e ajuda a neutralizá-las.
  • Novas tecnologias de aplicação de defensivos agrícolas: é possível aumentar a precisão ao aplicar defensivos sobre a plantação, por meio de GIS (Geographic Information System). 

Manejo integrado de pragas é fundamental na gestão

Há motivos importantes para adotar o manejo integrado de pragas e doenças em sua produção agrícola. Mais do que isso, é recomendável ter uma gestão integrada que passe por todos os aspectos do dia a dia. Para isso, conte com o apoio e a expertise do Plantae, referência na gestão inteligente e digital de propriedades rurais.

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Fonte: Embrapa

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